O QUE É?
Projeto inovador em Portugal e na Europa, inspirado no “Sistema Nacional de Orquestras Infantis e Juvenis da Venezuela” e que se destina a facilitar o acesso à aprendizagem da música e da prática de orquestra.
Objetivos gerais:
– Capacitar as crianças e jovens através de um programa de excelência que utiliza a música como estratégia;
– Contribuir para o sucesso educativo e integração social das crianças e jovens;
– Proporcionar um ambiente favorável para a futura construção de projetos individuais de vida.
Objetivos específicos:
– Combater o insucesso e o abandono escolar precoce;
– Promover a auto-estima das crianças, jovens e suas famílias e o reconhecimento social das comunidades;
– Promover o trabalho de grupo, a disciplina, a responsabilidade e a tolerância;
– Promover o diálogo intercultural;
– Aproximar os pais do processo educativo dos seus filhos;
– Facilitar o acesso a uma formação musical, dificilmente acessível, em circunstâncias normais.
O QUE FAZ?
Projeto que contemplou a criação e posteriormente manutenção do funcionamento de núcleos de orquestra nas escolas envolvidas, sendo a coordenação pedagógica e artística da responsabilidade da Associação das Orquestras Sinfónicas Juvenis Sistema Portugal (AOSJSP).
A nível metodológico, o projeto encontra-se estruturado em ciclos de três anos (primeiro ano iniciam pelos instrumentos de cordas, no segundo entram os sopros e posteriormente os de percussão). Os professores das da orquestra são contratados, após autorização do Ministério de Educação e Conservatório, pela própria Associação
O programa assenta numa metodologia de ensino instrumental em pequenos grupos, no trabalho em naipes e em orquestra. Os alunos têm uma carga horária de 7 horas semanais, sendo a frequência gratuita e os instrumentos disponibilizados.
Centra-se no esforço coletivo como fator–chave para a criação de uma forte motivação para o trabalho em equipa, onde valores como a cooperação, o rigor e o respeito pelos outros são fundamentais. Através da valorização das crianças e jovens, pretende-se igualmente, trabalhar as famílias fortalecendo a relação com a escola e a comunidade, numa lógica de promoção do sucesso educativo, da cidadania e do diálogo intercultural.
A QUEM SE DESTINA?
Crianças e jovens com idades compreendidas entre os 6 e os 16 anos de idade que vivem na Amadora e que frequentam os agrupamentos de escolas, atualmente envolvidos no projeto.
QUE RESULTADOS FORAM ATINGIDOS?
No Concelho da Amadora, estão a funcionar três núcleos e que em 2014/15 foram envolvidos 186 alunos e suas famílias.
O crescente número de alunos que passou a integrar a Orquestra, o registo de mudanças significativas ao nível do seu comportamento e melhorias ao nível dos resultados escolares associados ao crescente interesse e visível acompanhamento demonstrado pelas famílias, comprovam o sucesso deste projeto.
Tem igualmente contribuído para a atenuação do estigma associado a territórios, muitas vezes, denominados de “vulneráveis”.
A abordagem inovadora e valores subjacentes ao projeto, potenciou a possibilidade de se criar, na Amadora, um grupo de jazz (GeraJazz) formado por alguns dos alunos mais antigos do projeto e a Orquestra Municipal Geração Amadora (OMGA).
A música é sentida como um espaço de aprendizagem, de companheirismo, de convivência, de construção de identidades, de cooperação e de resolução de conflitos com repercussões ao nível da comunidade que acredita mais em si e da própria cidade que mostra ser capaz de desenvolver o seu capital humano.
A Orquestra Geração foi considerada uma boa prática europeia. A Finlândia implementou um programa similar, que contou com o suporte da Câmara Municipal da Amadora e da Escola de Música do Conservatório Nacional. O Município foi vencedor na categoria “Quadro de Excelência” e recebeu o prémio na entrega dos “Prémios de Reconhecimento à Educação 2010/11”, patrocinado pelo Ministério da Educação e Ciência.
A realização de apresentações e a participação em concertos constituem momentos privilegiados de diálogo intercultural, valorização da diversidade social e cultural, troca de experiências, participação e cidadania.
Neste contexto o projeto tornou-se uma oportunidade de aprendizagem e de criação de uma nova metodologia de intervenção.
QUAIS AS PARCERIAS?
Agrupamentos de Escolas (Damaia; Miguel Torga e Almeida Garrett); Ministério da Educação e Ciência; Associação das Orquestras Sinfónicas Juvenis, Sistema Portugal (AOSJSP).
QUAIS OS CONTACTOS DE REFERÊNCIA?
Câmara Municipal da Amadora
Departamento de Educação e Desenvolvimento Sociocultural
Divisão de Intervenção Educativa
Rua Capitão Plácido de Abreu, n.º 4 – Venteira
2700-156 Amadora
T: 214 369 052
E: educa@cm-amadora.pt
