O QUE É?
O Loulé Zero Desperdício, nasceu em novembro de 2014, no âmbito de um acordo de cooperação com a Associação Dar i Acordar para implementar o Movimento Zero Desperdício no território de Loulé, com a visão de colocar fim ao Desperdício de recursos e bens, numa primeira fase alimentar.
O projeto propõe, por um lado, um caminho na luta contra o desperdício de alimentos e, em geral, na construção de um desenvolvimento humano sustentável a partir dos seus territórios, comprometendo-se, por outro lado, na promoção da educação contra o desperdício de alimentos para conscientizar as pessoas, especialmente os mais jovens, para os novos modelos de consumo responsável.
O QUE FAZ?
Construção de uma rede local de combate ao desperdício alimentar e de promoção do acesso à alimentação
Trata-se de um projecto que tem por objectivo promover e contribuir para a recuperação de excedentes, recursos e competências, susceptíveis de (re)utilização, onde estes possam existir, promovendo e dinamizando a sua subsequente distribuição, reutilização e optimização. Com este tipo de iniciativas o município minimiza o impacto ambiental causado pelos desperdícios alimentares, assim como permite o acesso à alimentação nas famílias em situação de maior vulnerabilidade socioeconómica.
O desperdício alimentar é uma realidade cada vez mais conotada negativamente no nosso quotidiano, representando um problema global e transversal, para o qual se apresenta fulcral definir e implementar medidas, bem como assumir compromissos que coloquem a sociedade no caminho do desperdício zero, ao longo de toda a cadeia alimentar, criando-se uma rede zero desperdício, com todas as entidades envolvidas, na disponibilização diária de produtos alimentares, associações de comércio e restauração, entidades oficiais, estabelecimentos turísticos, entre outros.
Numa hierarquia de combate às perdas alimentares, uma primeira solução, que está ao nosso alcance, é o redeccionar os alimentos para a alimentação humana, salvaguardando a qualidade, higiene e segurança alimentar, assumindo-se esta ação como um complemento às respostas sociais, já existentes no concelho de Loulé.
Deste modo, considera-se premente o desenvolvimento de programas de doação alimentar, para doadores de alimentos e organizações de redistribuição, através de protocolos, que visem redirecionar para as Instituições Particulares de Solidariedade Social, os excedentes alimentares gerados no território.
No sentido de concertar esforços num compromisso de prevenção e combate ao desperdício alimentar, garantindo benefícios económicos, sociais e ambientais para toda a sociedade, com o objectivo de:
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Aproveitar os excedentes alimentares que se encontrem em boas condições para consumo, com a exclusiva finalidade de prever necessidades sociais prementes que atingem grupos sociais desfavorecidos;
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Canalizar os excedentes alimentares gerados em benefício dos agregados familiares e pessoas que deles necessitam, por intermédio das Entidades/ Organizações presentes no terreno;
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Redistribuir, reduzir e reciclar os excedentes alimentares existentes, contribuindo deste modo para a sua sustentabilidade social, ambiental, económica e cívica;
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Criar uma proximidade direta com os parceiros para a promoção do desenvolvimento local, visto o paradigma de gestão do território passar por um qualificado desempenho ao nível da gestão global do mesmo;
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Mobilizar fatores ambientais, económicos e sociais, articulando parcerias, estimulando a cooperação estando naturalmente capacitado para captar investimento, criar riqueza, gerar equilíbrios sociais, promover boas práticas ambientais e fomentar o empreendedorismo.
Dinamização de Estratégias de Combate ao Desperdício Alimentar, promovendo o consumo responsável
O município de Loulé decidiu abraçar, através do acordo de parceira com a Associação In Loco, o projeto «Não desperdice o nosso futuro!» – que visa a “construção de uma aliança europeia de jovens contra o desperdício de alimentos e para a construção de novos modelos de desenvolvimento e consumo sustentável no Ano Europeu para o Desenvolvimento 2015”, financiado pela Comissão Europeia e que conta com um conjunto de onze parceiros, de sete países diferentes, sendo liderado pela FELCOS Umbria – Fundo de Autoridades Locais para a Cooperação Descentralizada e Desenvolvimento Humano Sustentável (Itália), sendo a Associação In Loco a única entidade portuguesa envolvida na parceria transnacional, que localmente, contou com o município de Loulé, as Juntas de Freguesia e as Escolas Secundária e do Ensino Básico do concelho.
O projeto «Não desperdice o nosso futuro!» pretende aumentar a consciência entre os jovens europeus sobre a questão do desperdício de alimentos, do consumo responsável e da relação com o direito global à alimentação, a fim de torná-los agentes responsáveis da mudança necessária; construir uma aliança europeia de estudantes contra o desperdício de alimentos e de novos modelos de desenvolvimento e estilos de vida sustentáveis; sensibilizar as autoridades locais e as suas redes sobre a questão do desperdício de alimentos no papel que podem desempenhar na formação de cidadãos e promover ações concretas – no âmbito das respetivas competências – na luta contra o desperdício de alimentos e, em geral, em a construção de um desenvolvimento humano sustentável a partir de seus territórios.
Assume-se como um projeto que pretende ter um impacto político ao mesmo tempo que procurará mudar diretamente as práticas das famílias, a partir do trabalho que será realizado com os jovens das escolas.
Educação para o desenvolvimento sustentável
Despertar a atenção dos mais novos sobre o desperdício e a maneira como ele é gerado nas mais variadas situações, através da oferta da Coleção de 4 livros infantis sobre o desperdício alimentar, a todos os alunos do 1º ciclo do concelho de Loulé, escritos e ilustrados por autores portugueses, e criados pela DARiACORDAR e os seus parceiros, J.W.Thompson e o Clube do Autor:
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“O Tio Desafio” (Ana Maria Magalhães, Isabel Alçada e Carla Nazareth);
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“Confusão no Corredores dos Enlatados” (José Luís Peixoto e Catarina Bakker);
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“A Rita encolheu. E agora?” (Marta Hugon e António Jorge Gonçalves);
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“A vida difícil de uma manteigueira” (Isabel Zambujal e Rodrigo Goulão de Sousa)
A QUEM SE DESTINA?
População socialmente vulnerável. Comunidade escolar.
QUE RESULTADOS FORAM ATINGIDOS?
Construção de uma rede local de combate ao desperdício alimentar e de promoção do acesso à alimentação:
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ANO |
Refeições Recuperadas |
Resíduos orgânicos evitados (ton) |
Valor Económico Gerado |
CO2 evitado (ton) |
Qtd (kg) |
|---|---|---|---|---|---|
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2015 |
5894 |
2,9 |
€14.873,20 |
12,3 |
2949 |
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2016 |
36125 |
17,5 |
€91.155,50 |
75,3 |
18189 |
Dinamização de Estratégias de Combate ao Desperdício Alimentar, promovendo o consumo responsável
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Oficinas para professores do Ensino Secundário e do 3º ciclo do ensino básico;
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Oficinas para jovens do ensino secundário e do 3º ciclo do ensino básico;
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Módulos didáticos para estudantes do Ensino Secundário;
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Carta Local 2015 “Não Desperdice o nosso Futuro” – Um Manifesto Conjunto de Jovens e Autoridades Locais para reduzir o desperdício alimentar e promover o direito global à alimentação;
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1º Fórum Europeu de Jovens contra o Desperdício Alimentar e para novos modelos de Consumo Responsável, no Ano Europeu do Desenvolvimento, realizado em Milão, por ocasião da EXPO 2015 dedicada ao tema “Alimentar o Planeta, Energia para a Vida”;
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Oficinas para estudantes do 1º ciclo, seguindo a abordagem de formação de pares;
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Campanha Escolar para o Desperdício Alimentar, para o Consumo Responsável e para o Direito à Alimentação;
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Workshops Territoriais (visam sensibilizar as autoridades locais e outras entidades locais e regionais sobre as questões relacionadas com o desperdício de alimentos e a utilização equilibrada de recursos naturais em direção a uma gestão mais responsável;
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Estudo Local sobre o Desperdício Alimentar nas Famílias;
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Dinamização de Disco Soup/Salade no Mercado Municipal para sensibilizar o público para o problema do desperdício de alimentos.
Educação para o desenvolvimento sustentável
Foi distribuída gratuitamente a Coleção dos Livros MZD, a todos os alunos do 1º Ciclo (1º, 2º, 3º e 4ºs anos) das escolas do Concelho de Loulé, ou seja, às crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos (da rede de escolas publica e privada), num total de 3100 Crianças.
QUAIS AS PARCERIAS?
Grupo Jerónimo Martins; Grupo SONAE; Estabelecimentos de restauração aderentes ao Festival MED; Associação EXISTIR; Associação Poeta Aleixo; Centro Paroquial de São Clemente e São Sebastião; Associação UNIR; Refood Almancil; Junta de Freguesia de S. Clemente; Junta de Freguesia de S. Sebastião; Junta de Freguesia de Quarteira; Centro Paroquial de Quarteira; Banco Alimentar Contra A Fome do Algarve; Associação In Loco; Agrupamento de Escolas Eng Duarte Pacheco; Agrupamento de Escolas Pd. João Coelho Cabanita.
QUAIS OS CONTACTOS DE REFERÊNCIA?
Câmara Municipal de Loulé
Divisão de Coesão Social e Saúde
T: 289 400 882 / 911 551 979
E: ana.filipe@cm-loule.pt
S: http://www.cm-loule.pt/pt/menu/1264/projetos.aspx
www.dontwaste.eu
www.in-loco.pt
