O QUE É?
O Programa de Consumo Vigiado Móvel (PCVM) é um programa de redução de riscos e minimização de danos (RRMD), constituído por uma equipa multidisciplinar, onde as pessoas podem consumir substâncias psicoativas, trazidas pelas próprias, sob supervisão de profissionais treinados para educar para um consumo mais seguro e atuar em caso de sobredosagem ou outras situações de emergência.
O QUE FAZ?
O PCVM oferece um conjunto de serviços, nomeadamente, cuidados de saúde primários, atendimento psicossocial, suporte por pares, rastreio às infeções pelo VIH, Hepatites B e C, e Sífilis, encaminhamento e acompanhamento para outros serviços, e distribuição de material de prevenção, que vão para além da disponibilização de um espaço seguro para efetuar o consumo injetado
O PCVM tem quatro paragens fixas em três freguesias de Lisboa: Arroios, Beato e Areeiro.
A QUEM SE DESTINA?
Consumidores de drogas que estão em maior risco, tanto pelas práticas de consumo, como pela sua situação social e de saúde.
QUE RESULTADOS FORAM ATINGIDOS?
O PCVM tem 210 utentes registados e em 2020 realizou um total de 2658 atendimentos, incluindo 1146 episódios de consumo vigiado 541 episódios de saúde, 490 episódios psicossociais, 220 sessões de rastreio, 163 encaminhamentos e 103 acompanhamentos a outros serviços. 2020 foi também o ano em que o PCVM alargou o horário e área geográfica de intervenção, passando a funcionar 7 dias por semana em três freguesias de Lisboa: Arroios, Beato e Areeiro. Foi também possível aumentar a intervenção em outreach, abrangendo outras freguesias além das já mencionadas, como Santa Maria Maior e Marvila, com o objetivo de divulgar o programa, identificar locais de consumo a céu aberto, sinalizar situações, fazer mediação comunitária, e levar a cabo iniciativas de limpeza do território. Foi também implementado um programa específico de formação e acompanhamento de pares, em parceria com a Associação CASO Portugal, que é dirigido aos pares que trabalham na unidade móvel e aos utentes do Programa que preencham os requisitos em termos de perfil e tenham interesse em integrar uma bolsa de formação/emprego de baixo limiar. No âmbito da bolsa de pares foram dinamizadas diversas atividades: 50 saídas de outreach, participação em duas campanhas de ativismo, realização de um documentário, 8 reuniões entre pares, 5 das quais do grupo que foi criado e que é dirigido especificamente a mulheres. O PCVM produziu ainda diversos materiais de divulgação e informação, que estão disponíveis online.
QUAIS AS PARCERIAS?
É uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa (CML), implementado em parceria pela Associação Médicos do Mundo (MdM) e Grupo de Ativistas em Tratamentos (GAT), que conta com apoio técnico e institucional do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) e da Divisão de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (DICAD) da ARSLVT.
QUAIS OS CONTACTOS DE REFERÊNCIA?
CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA
Departamento para os Direitos Sociais
Divisão para a Intervenção Social
T: 218 173 666 | 218 173 665 | 218 173 662
E: vulnerabilidades@cm-lisboa.pt
